Menu Principal

Os 7 erros mais comuns na hora de comprar ou vender um imóvel

compra-venda-imovelErrar pode até ser humano, mas na negociação de compra e venda de imóveis, é melhor evitar. Em um processo que envolve milhares ou até milhões de reais, todo o cuidado é pouco para que não aconteçam erros nem desentendidos. Para que ninguém saia no prejuízo, calma e atenção com os detalhes nunca é demais.

E já que o imóvel envolve a área burocrática dos documentos e a beleza da decoração, nada melhor que tirar um bom tempo na transação para checar e re-checar tudo o que for necessário para que a transação seja bem sucedida – desde a torneira do banheiro social que está vazando, até o nome do cônjuge do vendedor, que foi grafado errado.

Listamos abaixo os 7 erros mais comuns na hora de comprar ou vender um imóvel:

Assinar o contrato sem ler

Sabe aquela famosa “passada” de olho? Também não serve para esse caso. Tudo bem, que a linguagem “advoguês” do contrato não é a mais fácil – nem a mais agradável. Mas é muito necessária. O contrato de compra e venda do imóvel diz tudo o que vendedor e comprador precisam saber: as condições em que o imóvel se encontra, o número de registro do bem no Registro de Imóveis, o preço combinado na negociação e a maneira de pagamento. Além disso, traz informações sobre as duas partes como nome completo, endereço e estado civil. A análise cuidadosa do contrato garante que ninguém será passado para trás. Vale, inclusive, pedir para um advogado de confiança ler o documento.

Não pesquisar antes de fechar o negócio

Pesquisar tudo, basicamente. Para o vendedor, é interessante fazer uma pesquisa sobre o comprador, checar se ele é a pessoa que está dizendo que é, se tem antecedentes criminais ou se tem problemas de inadimplência. Os órgãos que proporcionam essas informações são, respectivamente: o Registro Civil, a Secretaria de Segurança Pública Estadual e o Serasa ou SPC. Isso também pode ser feito pelo comprador em relação ao vendedor. E, mais importante, o comprador pode ir ao Registro de Imóveis e pedir a matrícula do imóvel, que é um documento com uma espécie de histórico do bem. Nele, vai constar a situação jurídica do imóvel, ou seja, a quem pertence e se faz parte de herança ou divisão de divórcio.

Não cotar o preço corretamente

Se o vendedor não quiser recorrer a um corretor ou imobiliária, existem tabelas e projeções online capazes de fazer esse cálculo. O importante é que ele seja feito porque o comprador certamente o fará antes de fazer a proposta. Se o valor não estiver condizente com o mercado, é mais difícil de vender seu imóvel.

Não investir em uma reforma pré-venda

E não estamos falando só da pinturinha básica, mas de uma reforma para valorizar o imóvel: troca de revestimentos no banheiro e na cozinha, fazer um rebaixamento de gesso no teto e embutir lâmpadas de luz amarela, que transmite sensação de aconchego. “Com o rebaixamento de 15 centímetros de gesso é possível abrir a estrutura apenas onde os fios e lâmpadas vão passar, não é preciso mexer na estrutura da casa, é mais prático”, explica a arquiteta Paula Ferraz, do escritório Cavalcante Ferraz Arquitetura e Design.“Dependendo do tamanho da casa, pequenas obras podem dobrar o valor de venda do imóvel”, completa.

Não fazer várias visitas ao imóvel ao longo do dia

É interessante fazer várias visitas ao imóvel, em diferentes momentos do dia. Assim, é possível analisar a incidência do sol – em que parte da casa ele bate mais e em que momento: de manhã ou à tarde. Além disso, é bom ir à noite para ver se o barulho dos carros é muito incômodo, especialmente se o apartamento for no primeiro andar.

Não levar um especialista para conferir as condições da construção

É importante constatar se há problemas estruturais ou vazamentos que possam ter sido maquiados por uma pintura. É melhor que o especialista seja um engenheiro civil mas não é obrigatório. Um profissional experiente como um mestre de obras ou arquiteto pode ajudar a enxergar detalhes escondidos para garantir que a compra e venda do imóvel aconteça sem problemas no futuro.

Se atrapalhar com o pagamento do imóvel

Se o pagamento é parcelado, o melhor é se planejar muito bem. Primeiro, no que diz respeito ao regime de pagamento. No Brasil, os tipos mais populares de financiamento de imóvel são a tabela Price e o Sistema de Amortização Constante. Na Price as parcelas se mantêm uniformes ao longo do processo, mas o juro cresce, o que aumenta o valor final da parcela. No SAC, usada em 80% a 90% dos financiamentos, asparcelassão constantes mas os juros são maiores no início. Desse modo, as parcelas iniciais ficam mais altas e, conforme o contrato avança, o valor delas cai.