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Crise econômica x mercado imobiliário

Se você ainda não sentiu na pele, certamente já percebeu pelos noticiários do país: estamos vivendo uma crise econômica que afeta vários setores, e o imobiliário é um dos principais. Ok, mas, e agora? Devo comprar, vender, alugar ou não fazer nada? Coletamos algumas informações importantes para que você se atualize sobre a situação financeira do país e de que maneira ela afeta a compra e venda de imóveis:

 

Poder de compra menor

Estamos vivendo uma fase de alta de desemprego e queda da renda familiar, misturinha perfeita para que o poder de compra do brasileiro diminua. Esta queda no poder de compra nesse momento impacta todos os setores da economia, mas principalmente o mercado imobiliário, pois a decisão de investir em um imóvel costuma ser de longo prazo, um compromisso entre 20 e 30 anos. Em períodos de crise, assumir um compromisso como este causa receio até nos mais valentes.

Alta nos juros do financiamento imobiliário

O governo está adotando diversas medidas para reduzir o acesso ao crédito. É a segunda vez no ano que a Caixa Econômica Federal aumenta a taxa de juros dos financiamentos de imóveis. Com juros altos, as prestações não cabem no bolso das famílias. E se normalmente os bancos não aceitam financiar imóveis se a parcela comprometer mais do que 30% da renda familiar, o que acontece? Conseguir financiamento imobiliário ficou mais difícil – o que só contribui para desacelerar o mercado imobiliário.

Entrada de financiamento ainda maior

A Caixa reduziu o limite do valor que aceita financiar na compra de imóveis usados. Antes, pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH), a Caixa exigia no mínimo 20% do valor do imóvel como entrada e financiava os outros 80% do valor. A partir de 4 de maio eles passaram a exigir que o comprador tenha no mínimo 50% do valor do imóvel para pagar de entrada, para que a Caixa financie o restante. Esta medida causa uma paralisação na venda de imóveis usados em todo país, pelo menos até que as pessoas consigam formar poupança suficiente para pagar a entrada, que agora está bem maior. E se estamos em momento de crise, formar poupança é um desafio.

Depois de tudo isso…sim, os preços caíram!

O Índice FipeZAP, que acompanha o preço de venda dos imóveis em 20 cidades brasileiras, registrou nova queda no preço dos imóveis em maio. O preço médio anunciado do metro quadrado para venda nas 20 cidades pesquisadas ampliou sua queda real para 3,70% em 2015. Segundo especialistas do mercado imobiliário, quem torce por uma avalanche radical nos preços de imóveis deve tirar o cavalinho da chuva. Apesar de o mercado estar em baixa, não se espera um derretimento dos preços.

Como fica para quem compra e para quem vende

Com o mercado em baixa, a recomendação é: quem estiver disposto a comprar um imóvel encontrará o caminho livre para negociar descontos que pouco tempo atrás eram impensáveis. Portanto, aproveite para negociar uma redução de até 30% no valor do imóvel. Já para vender imóveis, o cenário está mais difícil do que antes. A oferta de imóveis é grande, e o número de pessoas capazes de comprar está menor. Porém, não impossível. A boa notícia é que hoje há formas bacanas de descomplicar a compra e venda de imóveis, tornando esta negociação muito mais ágil, como a empresa ProprietárioDireto, a primeira rede social para quem quer comprar ou vender um imóvel sem intermediários.

Com informações de:
IBRAFI (Instituto Brasileiro de Estudos Financeiros e Imobiliários)
Clube dos Poupadores